Indústria
Linha parada por falta de insumo custa mais que o insumo.
Quando falta matéria-prima, a conta não é o preço do item que faltou. É a hora de linha parada, o pessoal em espera, a ordem de produção que sai do lugar e o cliente que recebe depois do combinado.
A reação a esse susto costuma ser comprar com folga em tudo. Meses depois o almoxarifado está cheio de item que não entra em produção, e o dinheiro que faltou para o insumo certo está parado no insumo errado.
O que dói aqui
Quatro pontos onde o insumo trava a produção.
- 01
A parada de linha por falta de matéria-prima
O item que faltou costuma ser barato. O que custa é a hora parada, e ela não entra em nenhum relatório de estoque.
- 02
O fornecedor de prazo longo que atrasa
Insumo importado ou de produção sob encomenda não aceita recompra de emergência. Quando o prazo real difere do combinado, quem paga é a ordem de produção.
- 03
O almoxarifado cheio do que não entra em produção
Material parado no almoxarifado por sobra de projeto encerrado, compra por medo de faltar e item que mudou de especificação. Ocupa espaço, contagem e capital, e ninguém tem a lista.
- 04
O consumo que ninguém liga à reposição
A produção sabe o que consumiu, a compra sabe o que pediu, e as duas informações raramente se encontram no momento em que a decisão de comprar é tomada.
O que você recebe
Quatro respostas por insumo.
- 01
Os insumos que podem parar a linha
Quais itens estão com cobertura menor que o prazo do próprio fornecedor, que é a definição prática de risco de parada.
- 02
O que está no almoxarifado sem consumo
A lista do que não entrou em produção nos últimos meses, com o valor de cada item, para a decisão de baixa ou uso deixar de ser adiada por falta de número.
- 03
Quanto comprar de cada insumo e quando
Quantidade e data de recompra a partir do consumo real da produção e do prazo que cada fornecedor cumpre, não do que ele promete.
- 04
O colchão mínimo de cada matéria-prima
Quanto precisa ficar guardado para aguentar atraso de fornecedor e pico de produção, calculado item a item em vez de aplicado por igual no almoxarifado inteiro.
Como começa
Três passos, a partir do consumo.
- PASSO 01
Você exporta
O consumo de insumos dos últimos 12 meses e a posição atual do almoxarifado, como o seu sistema exportar.
- PASSO 02
Nós devolvemos o Raio-X
Quais insumos ameaçam a linha, o que está parado sem consumo e quanto cada um dos dois custa por mês.
- PASSO 03
Você decide se vale seguir
Com o risco de parada e o capital parado medidos, a rotina de compra passa a ser decisão de gestão, não de memória.
Dúvidas frequentes
O que perguntam antes de começar.
Custa muito mais que o insumo, e é por isso que a conta quase nunca é feita. O valor do item que faltou aparece na nota; a hora de linha parada, o pessoal em espera, a ordem de produção remanejada e a entrega atrasada não aparecem em lugar nenhum. Sem essa conta, a falta parece um problema pequeno e a compra com folga parece cara.
Comparando o consumo real da produção com o prazo que cada fornecedor cumpre de fato, item a item. O erro comum é aplicar a mesma folga para todo o almoxarifado: o insumo de entrega semanal e o de entrega em dois meses passam a ter a mesma proteção, o que deixa um exposto e o outro com dinheiro parado.
Primeiro separar o que ainda tem uso do que virou sobra de projeto encerrado ou mudança de especificação. Essa lista costuma não existir, e é ela que transforma uma decisão adiada por meses em uma decisão de gestão: usar, devolver, vender ou baixar. Enquanto o item não tem valor declarado, ninguém assume o custo de tirá-lo de lá.
Próximo passo
Comece pela linha que mais para.
O consumo de 12 meses mostra quais insumos estão com cobertura menor que o prazo do próprio fornecedor.