Automação de relatórios

O relatório chega pronto, no horário, sem ninguém extrair.

Existe um tipo de trabalho que não aparece em nenhum indicador de produtividade: abrir o sistema, exportar, colar na planilha, ajustar a formatação, conferir, anexar no e-mail e enviar. Toda semana. Às vezes todo dia.

Quem faz isso não foi contratado para isso, e o custo fica invisível porque já está pago dentro da folha. É um dos gastos mais fáceis de eliminar e um dos mais raros de alguém medir.

O que automatizamos

Envio programado, não só geração.

Implementamos envio automático de dashboards semanais, relatórios diários, notificações operacionais e rotinas de backup de dados por e-mail. A diferença está no último passo: não basta o relatório existir dentro do sistema se alguém ainda precisa entrar, baixar e distribuir.

Notificação operacional segue a mesma lógica invertida. Em vez de alguém verificar periodicamente se algo saiu do esperado, o sistema avisa quando sai. O tempo gasto conferindo que está tudo bem costuma superar o tempo gasto resolvendo quando não está.

Formato

No formato que cada área já usa.

Automação que obriga a área a mudar de ferramenta encontra resistência e volta ao manual em silêncio. Se o financeiro trabalha numa planilha com aquele layout, o envio programado entrega aquele layout.

Isso vale principalmente para quem recebe de fora. Relatório que vai para cliente, órgão regulador ou auditoria tem formato definido por quem recebe, e o sistema se adapta a ele, não o contrário.

Para estimar o que a sua empresa gasta hoje com um envio manual específico, use a calculadora de processos. O número costuma surpreender pela recorrência, não pelo valor de cada execução.

Pré-requisitos

O que precisa existir antes de automatizar.

Automatizar um relatório sobre base que não se confia acelera a distribuição do erro. Antes do envio programado, a origem precisa estar resolvida, o que normalmente é trabalho de integração de dados.

O segundo pré-requisito é mais banal e trava mais projetos: saber quem recebe. Lista de destinatários montada por hábito costuma incluir gente que saiu da empresa e excluir quem passou a precisar. Automatizar congela essa lista, e listas congeladas envelhecem em silêncio.

O terceiro é a regra de exceção. Todo processo manual tem um passo que não está escrito em lugar nenhum: a pessoa olha, percebe que algo está estranho e segura o envio. Esse julgamento precisa virar regra explícita, ou o relatório vai sair errado no primeiro mês atípico com a mesma pontualidade de sempre.

Levantar essas três coisas costuma ser a parte mais demorada, e é também onde aparece a maior parte do valor. Boa parte do que se descobre ali vale independentemente de a automação ser construída.

Próximo passo

Traga o relatório que alguém monta toda semana.

Com a frequência e quantas pessoas passam por ele. É o suficiente para dimensionar o que a automação devolveria.

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